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PAPA FRANCISCO

MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA
NA CAPELA DA DOMUS SANCTAE MARTHAE

Três portas

 Sexta-feira, 16 de Maio de 2014

 

Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 21 de 22 de Maio de 2014

Rezar, celebrar, imitar Jesus: são as três «portas» — que devem ser abertas para encontrar «o caminho, que leva à verdade e à vida» — que o Papa Francisco indicou. De facto, segundo o Pontífice, Jesus não permite conjecturas e quem tenta fazê-lo arrisca escorregar na heresia. Ao contrário, é preciso perguntar-se continuamente como é na nossa vida a situação da oração, da celebração e da imitação de Cristo, sugerindo que se inicie com a leitura do livro do Evangelho.

Depois de ter recordado que a reflexão precedente tinha focalizado o facto de que «a vida cristã é caminhar sempre mas nunca sozinhos», o bispo de Roma fez notar que nas leituras litúrgicas do dia — tiradas dos Actos dos apóstolos (13, 26-33) e do evangelho de João (14, 1-6) — é o próprio Jesus quem nos diz «que ele é o caminho: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Tudo. Eu dou-te a vida, eu manifesto-me como verdade e se tu vens comigo, sou a vida». Eis então que para conhecer aquele que se apresenta «como caminho, verdade e vida» é necessário pôr-se a «caminho». Aliás, segundo o Papa Francisco «o conhecimento de Jesus é o trabalho mais importante da nossa vida». Também porque conhecendo-O se chega ao conhecimento do Pai. O bispo de Roma convidou a «estudar o catecismo. Mas, acrescentou imediatamente, não podemos limitar-nos a «pensar que conhecemos Jesus só com o estudo». Com efeito, há quem tem «esta fantasia de que as ideias, só as ideias, nos levarão ao conhecimento de Jesus», mas «as ideias não dão vida» e, portanto, quem vai por este caminho «acaba num labirinto» do qual «não volta a sair». Precisamente por este motivo, desde os primórdios, há na Igreja «as heresias», as quais consistem «neste procurar compreender só com as nossas mentes quem é Jesus». A este propósito o Papa recordou as palavras de «um grande escritor inglês», Gilbert Keith Chesterton, que definia a heresia uma ideia que se tornou louca». Eis então a indicação das três portas que devemos abrir para «conhecer Jesus». Deter-se na primeira — rezar — o Pontífice reafirmou que «o estudo sem oração não serve. Os grandes teólogos fazem teologia de joelhos». Quanto à segunda — celebrar — o bispo de Roma afirmou que a oração sozinha também «não é suficiente; é preciso a alegria da celebração: celebrar Jesus nos seus sacramentos, porque ali ele dá-nos a vida, a força, o alimento, o conforto, a aliança, a missão». Por fim, abrir a terceira porta, a da imitatio Christi».

Ao concluir, o Papa explicou que atravessar estas três portas significa «entrar no mistério de Jesus». E não se deve ter medo de o fazer.

 



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