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SAUDAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II
AOS SACERDOTES POR OCASIÃO DO JUBILEU DO CLERO

Sala Paulo VI
21 de Fevereiro de 1984

 

Caríssimos Irmãos no Sacerdócio

1. É com grande e intensa alegria que vos saúdo a todos, caríssimos Sacerdotes, que de todas as partes do mundo viestes aqui, a Roma, por ocasião do Ano Jubilar da Redenção, para orar juntos e também para meditar sobre o perene valor eclesial e social do vosso serviço e testemunhá-lo.

Na expectativa de me reencontrar convosco junto do altar, durante a programada Concelebração eucarística, quero exprimir-vos os profundos sentimentos de afecto e de estima, que não deixei de vos manifestar nas várias cartas, dirigidas a todos e a cada um de vós nos anos passados por ocasião da Quinta-Feira Santa.

Sim, repito: eu vos amo intensamente como Irmãos e co-participes no sacerdócio de Cristo: conheço e admiro a solicitude e dedicação apostólicas, de que todos os dias dais concreto testemunho em todas as múltiplas iniciativas de carácter pastoral, que promanam da generosidade do vosso coração, unido ao de Cristo.

Compartilho as vossas preocupações e trepidações pelas numerosas dificuldades que na actual sociedade se apresentam à vossa acção destinada à dilatação do Reino de Deus. E estou bem consciente dos problemas pessoais, que às vezes podem angustiar-vos ou também provocar momentos de humano desalento.

Por isso estou junto de vós, constantemente próximo, em particular com a oração quotidiana, para cumprir também em relação a vós o mandato recebido em Pedro de Cristo: "confirmar" os irmãos (cf. Lc. 22, 32).

Por isto desejei ardentemente poder encontrar-me durante este Ano Santo com uma conspícua representação de Presbíteros provenientes de todas as Nações.

E a minha saudação estende-se com intensidade de sentimento também aos Diáconos permanentes que se uniram a este Jubileu.

Nestes três dias vós aprofundareis as exigências do vosso carisma típico: reflectistes esta manhã sobre a condição do Sacerdote "homem redimido e ministro da Redenção"; há pouco escutastes o que, hoje, os leigos pedem ao Sacerdote. O meu augúrio é que este encontro jubilar, no centro mesmo da cristandade, consinta a cada um de vós fazer na alegria a renovada experiência do amor redentor de Cristo, para Lhe poder ser, por sua vez, mais convicta testemunha no meio dos irmãos. Oxalá estes encontrem nos vossos olhos o olhar de Cristo que intui e compreende, nos vossos lábios a palavra de Cristo que ilumina e conforta, nas vossas mãos o poder de Cristo que toca e cura todas as feridas da alma.

A salvação de muitos irmãos e irmãs no mundo de hoje está ligada à vossa solicitude pastoral e à vossa fidelidade à missão, que o próprio Cristo, por meio da Igreja, vos confiou. Esta consciência vos sustenha em todos os momentos da vossa vida. O Papa está junto de vós com sua oração e com a sua Bênção.

[aos padres em língua portuguesa]

7. Amados irmãos Padres de língua portuguesa:

Também para vós, uma palavra muito afectuosa, para vos expressar a alegria que experimento com a vossa presença. Gostaria que houvesse tempo e a intimidade do Cenáculo para vos abrir o coração e manifestar toda a estima, confiança, apreço e incitamento que cada um, com a situação pessoal e de ministério houvesse de precisar; e também comungar convosco as preocupações eclesiais, as nossas preocupações. Levai esta certeza: estou-vos sempre muito presente, com afecto em Cristo, Sacerdote e Redentor do mundo; e tenho-vos presentes na minha oração, naquela caridade divina que nos une, e que na Eucaristia tem o momento privilegiado: o momento em que a Redenção por nós e, aprouvera a Deus, em nós, cada vez mais se torna presente.

 



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