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VIAGEM PASTORAL DO PAPA JOÃO PAULO II AO ALASCA, COREIA,
PAPUA-NOVA GUINÉ, ILHAS SALOMÃO E TAILÂNDIA
(2-11 DE MAIO DE 1984)

CERIMÓNIA DE BOAS-VINDAS A HONIARA (ILHAS SALOMÃO)

DISCURSO DO SANTO PADRE

Honiara, Campo dos Desportos "Lawson Tama"
Quarta-feira,
9 de maio de 1984

 

Excelentíssimo Governador-Geral
Dilecto povo de Honiara, e das Ilhas Salomão

1. Estou grato por estas muito cordiais boas-vindas ao vosso País. Considero um dom de Deus, um grande privilégio estar aqui hoje convosco, e agradeço-vos este caloroso acolhimento.

Desde o início do meu Pontificado tive especial solicitude pelas Ilhas Salomão. Apenas um mês depois de ter sido eleito Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro, tive a alegria de instituir a primeira província eclesiástica da Igreja católica nesta terra, ao designar Honiara como Sé Metropolitana e como sua sufragânea a Diocese de Gizo. Depois, há menos de um ano e meio, tive mais uma vez o prazer de instituir a nova Diocese de Auki, tornando-a também sufragânea da Arquidiocese de Honiara. Estes momentos históricos são sinais da forte vitalidade e crescente maturidade da fé cristã no vosso País. E é por causa desta vitalidade da vossa fé que esperei com grande ansiedade estar no meio de vós.

2. Na tradição dos Bispos de Roma, venho a vós como "o Servo dos Servos de Deus", para uma visita pastoral aos fiéis católicos desta jovem Nação. É meu desejo confirmar os meus irmãos e irmãs na fé, estimulá-los a permanecer firmes na mensagem do Evangelho por eles recebida mediante o generoso empenho dos missionários. Espero ansioso celebrar hoje a Eucaristia com eles, de maneira que juntos possamos expressar a nossa unidade em Jesus Cristo, Filho de Deus e Salvador do mundo, e no Seu nome dar glória à Santíssima Trindade.

3. Além disso, desejo aproveitar esta ocasião para saudar com afectuosa amizade todo o querido povo desta terra, e em particular os meus irmãos e irmãs cristãos de outras comunidades eclesiais, especialmente os de Comunhão Anglicana. Soube que todos aqui são intimamente felizes de ser cristãos, e é-me grato saber do grande empenho ecuménico aqui realizado. Tal fraterna colaboração é de facto digna de louvor e manifesta concretamente o nosso comum desejo de ser atendida a oração de Cristo: "Para que todos sejam um" (Jo. 17, 21).

4. Uma vez que Deus me consente esta oportunidade de pisar o solo de um País com tão variadas línguas e costumes, exprimo a minha admiração pela harmonia e boa vontade que fostes capazes de demonstrar nesta singular Nação. Oxalá vivais sempre na unidade e na paz, e o espírito de fraternidade cresça e se desenvolva, no meio de vós.

Agradeço a Deus este dia que se abre diante de nós, o dia da minha visita pastoral às Ilhas Salomão. Hoje, os nossos corações transbordam de alegria com as palavras do Salmo: "Este é o dia que o Senhor fez; exultemos e alegremo-nos com ele" (Sl, 118, 24).

 



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