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ENCONTRO "A PROTEÇÃO DOS MENORES NA IGREJA"
[VATICANO, 21-24 DE FEVEREIRO DE 2019]

Sala Nova do Sínodo
Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

[Multimídia]


 

INTERVENÇÃO DO PAPA FRANCISCO

 

Interveção do Papa depois do relatório de Linda Guisoni

Ouvindo a doutora Ghisoni ouvi a Igreja falar de si mesma. Ou seja, todos nós falamos sobre a Igreja. Em todos os discursos. Mas desta vez era a própria Igreja que falava. Não é apenas uma questão de estilo: o génio feminino que se espelha na Igreja, que é mulher.

Convidar uma mulher para falar não significa entrar na modalidade de um feminismo eclesiástico, porque afinal qualquer feminismo acaba por ser um “machismo” de saias. Não. Convidar uma mulher para falar sobre as feridas da Igreja significa convidar a própria Igreja para falar de si mesma, das suas feridas. E creio que este seja o passo que devemos dar com muita força. A mulher é a imagem da Igreja que é mulher, é esposa, é mãe. Um estilo. Sem este estilo falaremos do povo de Deus, mas como organização, talvez sindical, mas não como família nascida da mãe Igreja.

A lógica do pensamento da Doutora Ghisoni era precisamente a de uma mãe, e terminou com a narração do que acontece quando uma mulher dá à luz um filho. É o mistério feminino da Igreja que é esposa e mãe. Não se trata de dar mais cargos à mulher dentro da Igreja — sim, isso é positivo, mas assim não se resolve o problema — trata-se de integrar a mulher como figura da Igreja no nosso pensamento. E pensar na Igreja com as categorias de uma mulher. Obrigado pelo seu testemunho.

 



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